O papel da imprensa na difusão de ideias em Angola (1900-1934)

  1. Domingos Manaça Joaquim
Dirixida por:
  1. Elias J. Torres Feijó Director

Universidade de defensa: Universidade de Santiago de Compostela

Ano de defensa: 2016

Tribunal:
  1. Roberto Vecchi Presidente/a
  2. María Felisa Rodríguez Prado Secretaria
  3. Cláudia Sofia Orvalho da Silva Castelo Vogal
  4. Maciel Santos Vogal
  5. Miguel Bandeira de Carvalho Jerónimo Vogal
Departamento:
  1. Departamento de Filoloxía Galega

Tipo: Tese

Teseo: 403846 DIALNET

Resumo

RESUMO O trabalho que se apresenta estuda o papel que a imprensa teve na divulgação de ideias em Angola de 1900 a 1934, identifica as principais ideias produzidas por cada grupo em cada sistema político que vigorou em Angola e os efeitos que elas tiveram junto dos agentes de outros grupos. Começa-se por apresentar, na parte I, os objectivos do trabalho e uma panorâmica dos métodos utilizados na recolha do corpus documental, seguida da apresentação deste, que está composto de jornais publicados em Angola e em Portugal, por africanos lá residentes ou por portugueses, sobretudo os que tratavam de temática africana, de 1900 a 1934. Nas partes seguintes, faz-se cartografia dos diferentes campos existentes em Angola e se análise as relação que existiram entre eles, as diferentes estratégias e ideias emitidas pelos grupos que os compunham, para se manter ou perpetuar no controlo dos campos, para além de se indicar as publicações de cada grupo ou subgrupo. A última parte do trabalho apresenta as conclusões resultantes das lutas e estratégias levadas a cabo por cada grupo que existiu em Angola, sobretudo os do campo do poder, para conseguirem independência ou autonomia de Angola, e o impacto que as suas ideias tiveram junto dos grupos que detinham o controlo do poder político em Angola e em Portugal. Nas conclusões, faz-se ainda alusão aos ecos que as lutas e ideias dos grupos compostos por africanos tiveram nas gerações que estiveram engajadas na luta de libertação de Angola, uma vez que algumas instituições criadas por eles, como foi o caso da Liga Nacional Africana, tiveram um papel importante nos movimentos que lutaram para a independência de Angola.