Abordagem ontossemiótica de processos de ensino e aprendizagem de grandezas e medidas no 1º ciclo de educaçao básica

  1. Isabel Nogueira Nogueira
Dirixida por:
  1. Dolores Rodríguez Vivero Director
  2. Teresa Fernández Blanco Director
  3. Quintín Álvarez Núñez Titora

Universidade de defensa: Universidade de Santiago de Compostela

Ano de defensa: 2016

Tribunal:
  1. María Lourdes Montero Mesa Presidenta
  2. Pablo González Sequeiros Secretario
  3. Teresa Neto Vogal
  4. Carlos Soneira Calvo Vogal
  5. Juan Diaz Godino Vogal
Departamento:
  1. Departamento de Didácticas Aplicadas

Tipo: Tese

Resumo

Entendendo a investigação sobre a prática simultaneamente como modo de acesso ao conhecimento sobre práticas e como contributo para a resolução de problemas de âmbito profissional, estabeleceu-se como eixo orientador desta investigação a compreensão das práticas de sala de aula na exploração de grandezas e da sua medição no 1º Ciclo da Educação Básica. O estudo circunscreve-se à descrição e análise de práticas especificamente relacionadas com a exploração das grandezas comprimento, massa e tempo, e respetivos processos de medição. O estudo empírico apresentado, de natureza eminentemente interpretativa-descritiva e suportado na análise de segmentos instrucionais integrados em aulas de matemática do 1º Ciclo da Educação Básica, tem como objetivos principais determinar: (1) que práticas matemáticas são desenvolvidas nos processos de instrução dedicados à exploração de grandezas e seus processos de medição nas salas de aula; (2) qual a natureza do conhecimento presente e/ou emergente nessas práticas; (3) que relações são estabelecidas entre os objetos e os processos matemáticos e didáticos aí identificados; (4) que funções são desempenhadas por professor e alunos no decurso da sua implementação; e (5) em que recursos materiais se sustentam essas práticas. As atividades letivas analisadas evidenciaram a utilização de situações extramatemáticas e/ou do quotidiano dos alunos como práticas frequentes, a prevalência de conhecimentos matemáticos de natureza procedimental e algorítmica e o professor como o interveniente sistematicamente responsável pela organização das formas de trabalho dos alunos e pela gestão dos tempos, dos espaços e dos materiais disponibilizados às aprendizagens. Em alguns casos foi possível identificar discrepâncias entre os significados institucionais de referência dos temas matemáticos em estudo e os significados implementados efetivamente nos processos de instrução.