O processo de construção do sistema literário galego entre o franquismo e a transição (1974-1978)margens, relações, estrutura e estratégias de planificação cultural

  1. Roberto Samartim
Dirixida por:
  1. Elias J. Torres Feijó Director

Universidade de defensa: Universidade de Santiago de Compostela

Ano de defensa: 2010

Tribunal:
  1. Lourenzo Fernández Prieto Presidente
  2. Arturo Casas Secretario
  3. María Pilar García Negro Vogal
  4. António Firmino da Costa Vogal
  5. Itamar Even-Zohar Vogal
Departamento:
  1. Departamento de Filoloxía Galega

Tipo: Tese

Resumo

Neste trabalho são aplicadas teorias de base sistémica e sociológica, e são realizadas análises quantitativas e qualitativas sobre um bando de dados fixado com o auxílio de métodos e ferramentas de tipo relacional construídas ao efeito. A partir da abordagem do Sistema Literário Galego (SLG) entre os anos 1974 e 1978 como um estudo de caso, a hipótese de partida é que o quadro procedimental e metodológico aqui desenhado permite criar conhecimento novo também sobre outros sistemas culturais em situação similar ao galego entre 1974-1978, período caraterizado pola forte tensão que o campo político exerce sobre um sistema cultural deficientemente institucionalizado e que, além do mais, mantém também relações de identidade/ alteridade variável (segundo grupos e programas) com o sistema que compartilha/ disputa o seu mesmo espaço social (aqui, o Sistema Literário [em] Espanhol). Neste trabalho delimitamos empiricamente a rede institucional que conforma na altura o SLG e analisamos a sua estrutura, evolução, funcionamento, distribuição social e geocultural, relações internas e externas, e as normas e os materiais com que os grupos participantes neste sistema da periferia europeia pretendem balizá-lo e identificá-lo. Concluímos que a evolução do espaço institucional abrangido polo SLG na altura está em dependência do grau de incerteza verificado no campo político em mudança e das diferentes estratégias implementadas polos distintos grupos em relação a ela (de aceitação, resistência, resiliência...). Igualmente, verificámos que a língua própria da comunidade funciona, por si só ou acompanhada doutros materiais de diferente tipologia e procedência, como o principal marcador identitário em vários espaços do sistema e que o alargamento do espaços institucionais abrangido polas várias normas propostas (nomeadamente a língua galega e o compromisso social e identitário) é o principal objetivo focado na atividade sócio-cultural dos grupos mais activos no SLG entre 1974 e 1978.